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Bebê não me machuque, não me machuque não mais!

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Quem nunca?

Pessoas, alguém lembra deste post aqui? Estava relendo e percebi o quanto mudei desde que escrevi. Aliás, uma coisa que eu nem percebia na época e precisa ficar claro: eu estava em um período transitório. Eu era uma pessoa extremamente moralista quanto a relacionamentos (pelo menos não se pode dizer que eu era machista, porque eu queria impor o mesmo conjunto rígido de regras para todas as pessoas da face da Terra indiscriminadamente) até há um pouco menos de dois anos atrás, e quando escrevi esse post eu estava começando a me libertar disso. Estava em transição e nem percebi como ficou refletido na minha escrita: digo ao mesmo tempo que quem não gosta de relacionamento estável não achou a pessoa certa e que algumas pessoas não se encaixam nesse tipo de relacionamento. OPA PERA

Então aqui vai a minha nova opinião sobre isso.

Eu compreendia muito mal as críticas aos relacionamentos tradicionais, e acabei construindo um espantalho deles naquele post. As pessoas que criticam esses relacionamentos geralmente o fazem com uma base bastante sólida: esse modelo é restritivo, trás uma carga grande de machismo. É uma reprodução do casamento patriarcal de uma forma mais casual. A infidelidade masculina recebe vista grossa, ou mesmo é incentivada, e a feminina, duramente reprimida. Existe uma ilusão de poder feminino na imagem da mulher ciumenta, mas é ela quem é xingada, ameaçada, apanha ou até mesmo é assassinada porque ousou trair ou abandonar o parceiro.

Eu não entendia na época que eu tinha uma visão romantizada do que talvez fosse boa parte dos namoros ao meu redor, eu já tinha uma concepção um pouco diferente de como queria tratar a minha parceira. Tanto é que ouvia aqueles “conselhos maravilhosos” de que mulher gosta de ser tratada mal, até ouvia outros homens falando que eu só ia me ferrar desse jeito e estava nem aí.

Quanto às pessoas que “não sossegam”, continuo com a mesma visão: são pessoas forçadas a viver em um modelo de relacionamento que não as satisfaz.. A diferença é que eu me acalmei  quanto a minha postura militante nesse assunto e não tenho mais vontade alguma de fazer uma “cruzada para consertar o mundo”. Tenho confiança nas minhas preferências, sei que não estou sozinho no mundo e que não existe um esforço sistemático da sociedade para destruir qualquer relacionamento duradouro, e isso me basta. Curiosamente, não me sinto tão envergonhado desse meu período como imaginei que me sentiria.

Todo o resto é preferência pessoal, e nisso posso dizer que não mudei muito. Continuo o mesmo “romântico incorrigível” de antes, a diferença é que me abri mais para o feminismo e consegui finalmente entender que não existe “fórmula mágica” para os relacionamentos. E percebi como isso é bom. E para isso, fecho o post com o meu sensacional guia definitivo dos relacionamentos.

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Desmistificando a friend zone

Ultimamente ressuscitaram um assunto do qual eu não ouvia falar há um bom tempo: a famigerada friend zone.

True story bro

Quando este assunto estava mais em alta, nos idos de 2010-2011, eu realmente me preocupava com essa de friend zone, achava que existia mesmo, que se eu caísse nela significava que eu errei, e até que TALVEZ desse para consertar se eu “chegasse chegando”, com “pegada”. Hoje estou mais maduro e descobri o verdadeiro sentido.

 

É simples, gente. Não é agradável, mas é simples.

Se a guria não quis ficar contigo, pequeno gazebo, é porque ELA NÃO ESTÁ A FIM. Só isso. Você não fez nada de errado, não foi porque você conversou demais com ela e acabou ficando amigo demais. Não entendeu? É simples, só inverter. Pense em uma garota que você ache gente boa, mas você não tá a fim de ser mais que amigo dela. Ela dá em cima de você e você corta falando que quer ser só amigo. Entendeu? É a mesma coisa.

Eu comecei a reparar em um equívoco comum: as pessoas acham que se você “chegar chegando” você consegue mais fácil, e o problema é ter ficado amigo. Na verdade, é o seguinte: se você ficou com ela na balada ou algum outro ambiente mais casual, tem duas coisas: ela não te conhece direito e [geralmente] está interessada mais em uma ficada que qualquer coisa. Agora, quando você conhece em um ambiente menos “propício”, tem mais tempo da pessoa te conhecer e perceber se ela quer você mesmo ou não. Vamos supor que rolasse com ela na balada. Dificilmente se tornaria um relacionamento sério, ou se virasse, não iria muito “para frente”. (Ou não, você pode sempre se impressionar com outra pessoa…)

E pense bem, essa história de ficar amigo vai para o outro lado: vai que você seja o tipo de pessoa com quem ela nunca ficaria na balada, mas depois de te conhecer melhor acaba se apaixonando…