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Piri-WTF?

Hoje o assunto na internerd foi o tal texto das Garotas Geeks sobre as pirinerds. Wait, piri O QUE???

Sobre o texto em si, não tem muito mais o que dizer, porque ele foi magistralmente refutado aqui. Algumas considerações:

– Triste ver como o “mundo nerd” se apropriou de uma influência negativa dos headbangers (a.k.a. “metaleiros”). A pior de todas, diga-se de passagem: essa imbecilidade de “tr00s” e “posers”. Vou ser honesto e conceder um ponto: é um tanto irritante alguém vir pagar de entendido de um certo assunto (games, por exemplo) e na verdade saber nada dele. Mas essa para mim é uma irritação mínima: só distinguir uma pessoa curiosa mas pouco entendida de alguém que de fato quer só pagar de entendido e problema resolvido. No primeiro caso eu apresento o assunto com todo o prazer, e no segundo, mando o cara à merda e fim de papo. Mas esse não é o tipo de preocupação que ocupa minha cabeça quando se fala de apreciadores de games, metal, atum com leite condensado ou qualquer outra área de interesse meu, sabe?

– Estendendo o ponto anterior: por que essa mania de segregar e não unir? Por isso, sou muito mais a forma que o Jovem Nerd tratou a questão: “de nerd todo mundo tem um pouco”. Nerd seria aquele que gosta de exercitar sua imaginação, que gosta de conhecer a fundo suas áreas de interesse, desde algo “tipicamente nerd” como ciência ou games até coisas “não-nerds” como música ou esporte. Sabe aquele seu amigo que entende de todos os sub-gêneros do metal, ou que conhece toda a história dos campeonatos de futebol? Ele também seria um tipo de nerd! Não seria mais interessante reunir todos, mostrando como somos na verdade parecidos?

– Ainda estou tentando entender qual é o sentido de ser uma “pirinerd”. Assim, ser uma “maria gasolina”, “maria chuteira” ou “piriguete normal” faz todo o sentido: se está em busca de um homem rico para pagar jantares e baladas caras, levar para passear de Mercedes e “apresentar” a mansão. Agora, com NERDS? Qual o grande atrativo de um cara que provavelmente vai preferir gastar o dinheiro com games ou mangás?

Agora, deixando um pouco o lado nerd e indo mais para o lado “piriguético”: graças em grande parte a uma amiga feminista que fiz na internet, consegui superar todas essas categorizações de mulheres. E devo dizer, isso me fez um bem enorme! Me fez abrir os olhos para o fato de que não existe “receita de bolo” para “pegar mulher”, que as pessoas são únicas e que cada um tem suas regras. E para mim, que nunca gostei das “receitas” que me foram apresentadas, isso é ótimo! Principalmente ao perceber que os relacionamentos de fato acontecem da forma que eu intuí muitos anos atrás: naturalmente, de acordo com o tipo de pessoa que combina com você, por afinidade.

Por isso, também deveríamos abandonar “categorias” como “piriguete”. Quem garante que a “santinha” não pode decidir um dia mudar tudo e “pegar geral”, ou que a “piriguete” não se apaixone perdidamente e até passe a querer casar e ter filhos?

E foi por isso que, para fechar o post, decidi mostrar-lhes o Guia Definitivo dos Relacionamentos que eu elaborei após todas essas revelações.

Desmistificando a friend zone

Ultimamente ressuscitaram um assunto do qual eu não ouvia falar há um bom tempo: a famigerada friend zone.

True story bro

Quando este assunto estava mais em alta, nos idos de 2010-2011, eu realmente me preocupava com essa de friend zone, achava que existia mesmo, que se eu caísse nela significava que eu errei, e até que TALVEZ desse para consertar se eu “chegasse chegando”, com “pegada”. Hoje estou mais maduro e descobri o verdadeiro sentido.

 

É simples, gente. Não é agradável, mas é simples.

Se a guria não quis ficar contigo, pequeno gazebo, é porque ELA NÃO ESTÁ A FIM. Só isso. Você não fez nada de errado, não foi porque você conversou demais com ela e acabou ficando amigo demais. Não entendeu? É simples, só inverter. Pense em uma garota que você ache gente boa, mas você não tá a fim de ser mais que amigo dela. Ela dá em cima de você e você corta falando que quer ser só amigo. Entendeu? É a mesma coisa.

Eu comecei a reparar em um equívoco comum: as pessoas acham que se você “chegar chegando” você consegue mais fácil, e o problema é ter ficado amigo. Na verdade, é o seguinte: se você ficou com ela na balada ou algum outro ambiente mais casual, tem duas coisas: ela não te conhece direito e [geralmente] está interessada mais em uma ficada que qualquer coisa. Agora, quando você conhece em um ambiente menos “propício”, tem mais tempo da pessoa te conhecer e perceber se ela quer você mesmo ou não. Vamos supor que rolasse com ela na balada. Dificilmente se tornaria um relacionamento sério, ou se virasse, não iria muito “para frente”. (Ou não, você pode sempre se impressionar com outra pessoa…)

E pense bem, essa história de ficar amigo vai para o outro lado: vai que você seja o tipo de pessoa com quem ela nunca ficaria na balada, mas depois de te conhecer melhor acaba se apaixonando…