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Se dê ao respeito!

As pessoas precisam aprender a se dar ao respeito. E isso nada tem a ver com o que geralmente é dito sobre respeito.

Dar-se ao respeito é respeitar a si mesmo: suas vontades, seus gostos, seu estilo, suas opiniões. É respeitar o seu próprio ritmo, suas próprias capacidades, não fazer mais ou menos que isso apenas por pressões exteriores. É não se deixar abalar pela patrulha alheia, não se curvar aos desejos daqueles que buscam controlar os outros, principalmente sob o pretexto de “ser respeitado”. Aquele que exige um certo comportamento para “ser respeitado” é de fato quem mais desrespeita o próximo.

Seja como a Jack, de Mass Effect. Ela é careca. Ela é tatuada. Ela fala palavrão. E nada disso é da sua conta.

Vivemos em um mundo onde o respeito deve ser conquistado, e isso não pode ser feito pela submissão. O respeito nasce da auto-afirmação, da força do indivíduo. Aquele que se curva só para ganhar respeito é uma pessoa quebrada, que não pode reagir e que, aos olhos do mundo, passa a mensagem de que pode ser usada. A forma de quebrar isso é pela auto-afirmação, pela certeza de quem a pessoa é, principalmente a certeza de que é um indivíduo em constante transformação, pela tomada do controle de suas próprias decisões e de seus próprios desejos.

Mas obviamente esse é só um lado da moeda. Outra máxima, talvez mais importante que tudo que foi dito antes, é: RESPEITE PARA SER RESPEITADO! Teríamos um ambiente muito mais tranquilo e habitável se não houvesse a constante tentativa de quebrar as outras pessoas. Mas infelizmente temos que aprender a sobreviver neste mundo enquanto tentamos construir outro. E para podermos fazer isso, temos que aprender a nos respeitar antes de mais nada.

Esse é o verdadeiro exemplo de se dar ao respeito!

Piri-WTF?

Hoje o assunto na internerd foi o tal texto das Garotas Geeks sobre as pirinerds. Wait, piri O QUE???

Sobre o texto em si, não tem muito mais o que dizer, porque ele foi magistralmente refutado aqui. Algumas considerações:

– Triste ver como o “mundo nerd” se apropriou de uma influência negativa dos headbangers (a.k.a. “metaleiros”). A pior de todas, diga-se de passagem: essa imbecilidade de “tr00s” e “posers”. Vou ser honesto e conceder um ponto: é um tanto irritante alguém vir pagar de entendido de um certo assunto (games, por exemplo) e na verdade saber nada dele. Mas essa para mim é uma irritação mínima: só distinguir uma pessoa curiosa mas pouco entendida de alguém que de fato quer só pagar de entendido e problema resolvido. No primeiro caso eu apresento o assunto com todo o prazer, e no segundo, mando o cara à merda e fim de papo. Mas esse não é o tipo de preocupação que ocupa minha cabeça quando se fala de apreciadores de games, metal, atum com leite condensado ou qualquer outra área de interesse meu, sabe?

– Estendendo o ponto anterior: por que essa mania de segregar e não unir? Por isso, sou muito mais a forma que o Jovem Nerd tratou a questão: “de nerd todo mundo tem um pouco”. Nerd seria aquele que gosta de exercitar sua imaginação, que gosta de conhecer a fundo suas áreas de interesse, desde algo “tipicamente nerd” como ciência ou games até coisas “não-nerds” como música ou esporte. Sabe aquele seu amigo que entende de todos os sub-gêneros do metal, ou que conhece toda a história dos campeonatos de futebol? Ele também seria um tipo de nerd! Não seria mais interessante reunir todos, mostrando como somos na verdade parecidos?

– Ainda estou tentando entender qual é o sentido de ser uma “pirinerd”. Assim, ser uma “maria gasolina”, “maria chuteira” ou “piriguete normal” faz todo o sentido: se está em busca de um homem rico para pagar jantares e baladas caras, levar para passear de Mercedes e “apresentar” a mansão. Agora, com NERDS? Qual o grande atrativo de um cara que provavelmente vai preferir gastar o dinheiro com games ou mangás?

Agora, deixando um pouco o lado nerd e indo mais para o lado “piriguético”: graças em grande parte a uma amiga feminista que fiz na internet, consegui superar todas essas categorizações de mulheres. E devo dizer, isso me fez um bem enorme! Me fez abrir os olhos para o fato de que não existe “receita de bolo” para “pegar mulher”, que as pessoas são únicas e que cada um tem suas regras. E para mim, que nunca gostei das “receitas” que me foram apresentadas, isso é ótimo! Principalmente ao perceber que os relacionamentos de fato acontecem da forma que eu intuí muitos anos atrás: naturalmente, de acordo com o tipo de pessoa que combina com você, por afinidade.

Por isso, também deveríamos abandonar “categorias” como “piriguete”. Quem garante que a “santinha” não pode decidir um dia mudar tudo e “pegar geral”, ou que a “piriguete” não se apaixone perdidamente e até passe a querer casar e ter filhos?

E foi por isso que, para fechar o post, decidi mostrar-lhes o Guia Definitivo dos Relacionamentos que eu elaborei após todas essas revelações.